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 06/08/2006 a 12/08/2006


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caderno de fotografias


 

 

álbum de algumas fotografias

 

 



Escrito por e. às 15h38
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lembranças

há momentos que te seguem

por toda vida

e por mais que tente esquecê-los

lembrar é sempre bom

os amigos mudam de nome

porém o sentimento é o mesmo

os amores são passageiros

como a vida também é

e só esses momentos são eternos

como fotografias

madurando na parede do tempo



há momentos que seguem

por toda vida

rindo da ironia

de se estar vivo



Escrito por e. às 15h37
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ex-cultural

u jeitu deu falá

é u mesminhu du barros

é lá du fundu du póti

dondi prolifera meu canto

queu tirei us primerus versus

quinem quandu

us pirilampu

fógi da fuguera

pras noitis

dessi pântanu



Escrito por e. às 15h37
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são paulo de curitiba

paulo leminski

foi muito feliz

não só pela

alice ruiz

mas porque

executou

o casamento perfeito

de caprichos&relaxos

bem-feitos



Escrito por e. às 15h36
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hurbano

augusto de campos trouxe

pincéis de paisagens

em forma de textos

cartazes

auto-falantes

&

computadores

letreiros

a poesia

urbana em

seus extremos



Escrito por e. às 15h36
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coralinda

cora coralina

era incapaz

de dizer uma mentira

por cantídio

um dia

se encantou

disse adeus à vida

e viveu a lira depois

cora colorindo

o seu verso

mais que lindo

me cora



Escrito por e. às 15h36
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diamantes

vinicius

de

imorais

versos

fez

encanto

bebeu

à orfeu

um gole

e tanto

e sobre o seio

da musa

com amor

enxugou

seu pranto



Escrito por e. às 15h35
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cirandinha

jaime ama ana

marisa ama jaime

raimundo ama marisa

ana ama raimundo

roda roda cirandinha

vamos todos cirandar

roda marisa roda ana

roda jaime roda raimundo

todos somos

um grande coração

pequeno é o mundo



Escrito por e. às 15h34
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adeliando

adélia

olha

a pedra

e a pedra

olha

pra ela

pois

o prado

é

adélia

e

adélia

é mulher

cavalgando

seus versos

livres

como corcéis



Escrito por e. às 15h34
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canção do emílio

minha terra

não tem palmeiras

pois eu sou

corinthiano

e as aves

com o passar do tempo

vão se esquecendo

e não gorjeando



ei, meu deus

não me tire daqui

sem eu antes ouvir

um sabiá

cantando em tupi!



Escrito por e. às 15h33
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zumbi(r)

grande

abelha

africana



ferrão

na bunda

dos brancos



palmatória

quilombar



retumbante

nos tambores

da bahia



Escrito por e. às 15h33
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certeza

ter

tereza

é como

se ter

um tesouro



e ninguém

além do olho

pode possuir

a luz

do ouro



Escrito por e. às 15h32
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alves

castro

fostes

o

mastro

deste

nosso

negro

barco

ao qual

destes

 

asas



Escrito por e. às 15h32
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rambou

depois de rimbaud

tudo fica sem cor

passar a vida

a procura do maldito

pra descobrir

que a sua lira

é sem sentido



pois

rimbaud

o fogo

roubou

mas daí

pra onde

fugir?



Escrito por e. às 15h31
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caderno de poucas poesias

 



Escrito por e. às 15h30
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porcelanato

da lama

à porcelana

existe o ato

- pensamento

toque beijo

sexo abraço -

assim viemos

do barro

feitos em fornos

de argila moldados

de acordo com a vida



Escrito por e. às 15h30
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noite

assim como a lua

a gente se disfarça

e assume uma face



Escrito por e. às 15h29
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bastidores

as melhores idéias

nascem da escuridão



medo do escuro

medo

de nós mesmos



a penumbra esconde

tudo aquilo que não

quer ser visto



do fundo da alma

uma luz grita

silenciosa



Escrito por e. às 15h29
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palavras

a lavra

se lava

na água

a terra

se cava

acha lava



voa

a

alma



Escrito por e. às 15h29
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aboio

cantiga

antiga

pra boi

drumi!



ê boi!



o vaquero

(babá de boi?)

aonde foi?



vai

pra dentro

do oceano

pelo sertão

afora

aboiando


ô boi!



Escrito por e. às 15h28
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s.o.s. ego

se

cego

nego

o

ego

enxergo

no

desap

ego

?



Escrito por e. às 15h28
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ominoé

o mim não pode ser

assim como falam

eu devia ser

e não sou

por causa de mim



Escrito por e. às 15h27
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estou sem centro

não sou de direita

nem de esquerda

por cima

ou por baixo

eu não me encaixo

mas não estou por fora

venho de dentro



Escrito por e. às 15h27
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quando

quanto

+

eu leio

+

fico

cheio

transbordo

mas não me livro

eu vivo e bordo

meu livro



Escrito por e. às 15h27
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chamado

ouço um xamã

me chamando!

mas acho que tudo

foi um grande engano:

_Desculpe-me, senhor,

mas não me chamo

Armando!



Escrito por e. às 15h26
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hora h

os ponteiros do meu relógio

apontam pra você

nem um minuto

a mais

ou menos

agora



Escrito por e. às 15h26
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vici(d)ados

dado os

dados os

dados

dados ao

dário

tinham um vício:

o de dar

o número errado



Escrito por e. às 15h26
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FORMIGAS

NAO TEM

GRILOS



Escrito por e. às 15h25
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safanagens

assim como o maluf é safado

(porque ele sempre se safa!)

eu também fui

e comi o assado

que sadicamente me assediou



Escrito por e. às 15h25
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self-service

o homem

devora sonhos

recheados de marmelada

política

conforme

for a fome

você come

e os otários

(coitados)

lambuzam-se

todos



Escrito por e. às 15h25
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o entregador de flores

perdeu o seu botão

num mar de rosas



Escrito por e. às 15h24
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alvoroçada

a noite se pôs

e a lua cheia

se abriu

na madrugada



nossos corpos

nus

refletiam ao sol

a luz

da noite

passada

em claro



os cabelos

em pé-de-vento



e nós voando juntos

pela alvorada



Escrito por e. às 15h24
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xeretas

na boca da cidade

um moleque

assim assado

fez isso e aquilo

pra um tal fulano lá



ninguém entendeu nada

nem era pra entender

pois a treta

era entre os dois



Escrito por e. às 15h23
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sentimentos

as coisas sem

sentido

são pra ser

sentidas



Escrito por e. às 15h22
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nas voltas da grande roda



Nosso laço de prata

é muito fraco

é necessário ter cuidado

Desafiar a morte

é hilário:

quem desafia o mais forte?

Respeite quem está ao seu lado

no escuro

somos todos pardos

Nesse mundo de absurdos

somos os surdos

quando tudo está mudo

Natural é não compreender

Só há uma solução:

a morte

com seu fogo lava

a vida

é uma doença

que precisa ser curada

e só as crianças estão salvas

porque elas sabem:

ame

pois tudo de lugar troca

escute e dance

enquanto a música toca

amanhã

pode ser que não haja mais uma manhã

porque o sol sempre aquece

enquanto a gente se esquece

Nada mais importa

quando se abre a porta




Escrito por e. às 15h22
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#



Escrito por e. às 15h21
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